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BIEBER FANFICTION

Especial BFF – Bieber Fanfiction: ”Soul Rebel”

Especial BFF – Bieber Fanfiction: ”Soul Rebel”

Se você é fã de Justin Bieber, One Direction sagas como The Vampire Diares, Harry Potter ou até mesmo outros artistas, já deve ter ouvido falar da palavra ”fanfic”. Para aqueles que ainda não sabem, a palavra Fanfiction significa algo irreal, ou seja, uma história de ficcção escrita por fãs, sobre qualquer que seja o seu ídolo. Tendo seus ídolos como personagens -geralmente principais- e podendo ser sobre livros ou qualquer celebridade.

Ou seja, uma fanfic difere-se de uma história comum ao dar ao seu autor liberdade suficiente para dar o seu toque especial a algo que tanto gosta, podendo este soltar a imaginação e criar diferentes finais para suas sagas preferidas, brincar com a personalidade dos personagens já existentes e até mesmo criar cenários mirabolantes para seus ídolos, dando espaço para aquele adorado “e se” entre os fãs, que podem decidir o rumo que tudo irá levar.

No começo de junho, divulgamos o nosso especial “BFF – Bieber Fanfiction” – que trará histórias criadas por fãs na qual Justin Bieber atua como personagem principal. Devido a ajustes internos, resolvemos alterar o prazo de divulgação e publicação deste – que seria quinzenal, agora passa a ser mensal. Para indicar uma história, o método contina o mesmo: receberemos sugestões no nosso Twitter e Facebook.

Para este mês, a fanfic escolhida foi uma das mais conhecidas pelos fãs do canadense, ”Soul Rebel”, que tem Justin Bieber como personagem principal. A escritora é a Kimberly, da qual você pode conferir a sinopse abaixo:

Fanfic / Fanfiction de Justin Bieber - Soul Rebel

Sinopse – Soul Rebel

”Eles possuem uma Alma Rebelde! Ela é possessiva ele é maldoso; Ela é sedutora ele é manipulador; Ela é carinhosa ele é ninfomaníaco; Ela é romântica ele é frio; Ela é sincera ele é calculista; Ela precisa dele e ele não vive sem ela. Eles são opostos um ao outro, aprenderam isso tudo com a vida, aprenderam com os erros que não são mais erros e sim lições. “Não é possível você mudar o que já aconteceu, mas é possível você se mudar aos pouco por alguém.”

Para aqueles que quiserem saber mais sobre a autora e de onde surgiram as ideias para escrever a história, fizemos uma pequena entrevista com a Kimberly. Confira:

1. Quando irá começar a 4º temporada?

Não é exatamente quarta temporada (risos). É mais um bônus do que uma continuação da fanfic. Porque assim, a fic em si já foi finalizada, só que por um apelo dos fãs eu decidi fazer um bônus, mas esse bônus não chega a ser considerado uma nova temporada, é só alguns capítulos especiais de Soul Rebel, mas enfim, eu pretendo começar a postar esses capítulos dia 27 de julho.

2. De onde você tirou tanta inspiração para escrever todas as temporadas?

As pessoas sempre me fazem essa pergunta, eu não sei dar uma resposta específica, sempre digo música. Soul Rebel tem uma história louca, porque nada do contido na fic é algo planejado, tudo o que aconteceu foi do nada, a maioria das situações eu fui pega de surpresa e do nada tive um surto de criatividade, liguei meu som e quando vi estava com um dos dramas prontos. A primeira temporada eu fui um pouco inexperiente, um pouco não, muito. Eu não tinha noção, não sabia estruturar a história, tanto é que tem muita coisa sem nexo na primeira temporada. Já na segunda temporada, eu me esforcei ao máximo para dar uma visão de maturidade para todos os personagens, era difícil, porque a segunda temporada foi a que eu mais apaguei capítulo e comecei do zero. Com a terceira (riso), a terceira não era nem pra existir, eu já estava decidida, tudo ia acabar com a morte da Alexia e a volta da Julie, mas eu não consegui, os fãs não conseguiram, então eu não dei um fim ali, me arrependo, pois prolonguei a fic demais e tem coisas que ficaram zzz, mas o final foi como eu esperava e até que eu fiquei satisfeita e muito agradecida com toda a repercussão. É basicamente isso, a minha inspiração para escrever Soul Rebel veio das músicas, as músicas me proporcionaram um paraíso paralelo e eu mergulhei com tudo nele.

3. O que podemos esperar da 4º temporada?

Acho que nós não teremos nada de surpreendente na “quarta temporada”, como eu disse ela é só um bônus. Então é meio que, todos irão matar as saudades de Jaissy, se derreter com a Julie, rir com o Ryan, suspirar com o Brian… Terá o que sempre teve na fic, não consigo pensar em nada de fantástico, até porque meus vilões estão mortos, mas acho que vai ser legal. Não consigo falar muito sobre o futuro porque minha mente é louca e acho que podem surgir coisas novas com o tempo.

4. Você tem mais ou menos ideia de quando a 4º vai acabar?

Não, não sei. Acho que isso é uma coisa que eu não vou pensar nem tão cedo, vou ficar o quanto der, mas acho que chega uma hora que tem que acabar. Mesmo tentando fazer isso duas vezes, eu não consigo largar o meu xodozinho, e muito menos os fãs. Fico tão assustada de saber que a fic já acabou e ainda tem gente que faz coisas fantásticas para a fic, então enquanto estiver gente disposta a fazer isso pela fic, eu continuarei escrevendo.

5. Todos poderão ler a 4º temporada?

Isso deu uma confusão e tanta. Mas vou aproveitar pra esclarecer, todos poderão ler, porém terá termos. Eu decidi não publicar esse bônus no anime e sim no tumblr, com senha e alguns termos. Decidi fazer isso primeiro porque a fic já acabou e segundo porque tem muita gente que não gosta da fic, particularmente não me incomoda não gostarem da fic, isso acontece, acho que nem todos são obrigados a gostar, não tem como agradar a todos, mas uma coisa que eu não aceito de forma alguma é ofensa e eu já fui muito ofendida por algumas pessoas, nunca superarão os fãs da fic, mas não vou negar que algumas coisas me deixaram chateada, sou apenas uma fã expondo minhas fantasias, mas algumas pessoas não entendem, enfim. Então eu decide publicar o bônus no tumblr e antes de prosseguir com a leitura a pessoa vai ter que ler os termos e digitar a senha que será disponibilizada junto com os termos, para mim esse foi o jeito mais fácil de me livrar dos intrusos e se a pessoa aceitar os termos e progredir com a senha, sinal que concorda com tudo e está lendo porque quer. Então todos irá ler, basta aceitar os termos.

ATENÇÃO! A história a seguir é uma peça de ficção, não sendo o seu conteúdo de responsabilidade do fã site JBieber.com/TheUnderdogs.com.br e pode apresentar um linguajar que seja considerado inapropriado para menores de 18 anos. Estando ciente dessa advertência, você pode dar continuidade à leitura logo abaixo.

Soul Rebel – Capítulo 1. Welcome To My Life!

– Corre Caissy, Corre! – Claire gritava e corria em minha frente sendo mais rápida que eu. Já não conseguia mais correr, estava em meu limite, completamente sem fôlego. – Corre, corre! – ela gritava desesperada. – Quem mandou jogar vodka pura no rosto do Drew? Você é louca!

Por mais que nos esforçássemos estávamos extrapolando, não dava mais para continuar correndo. Claire foi a primeira a desistir, ela parou, apoiando as mãos nos joelhos, caindo na gargalhada. Aquela noite nunca seria esquecida, a cada risada estridente que Claire soltava me lembrava do porque estávamos correndo feito loucas pelas ruas escuras. Um cara que se sentia o fodão, pra mim ele não era nada, mas as pessoas costumavam o idolatrar. Esse cara, tentou me agarrar e eu para me defender, joguei minha bebida no rosto dele.

– Ele tentou me agarrar, tentou se aproveitar de mim, Claire! – disse me explicando, sentando no chão ao lado dela. Não dava para correr e rir ao mesmo tempo, minha barriga doía e eu não conseguia fazer as duas coisas ao mesmo tempo.

– E daí? – ela disse ainda rindo. – Caissy?! Sua louca ele é o Drew Bieber, as pessoas dizem que ele é o maior ladrão de bancos de Atlanta. Ele pode tudo, meu bem.

– Não, não mesmo. Não comigo. – falei nervosa a olhando com seriedade.

– Ata! Você viu o tamanho dos seguranças dele? Viu que aqueles homens parecem um armário? Imagina se eles conseguem nos alcançar? Tenho certeza que o Drew não iria só te agarrar, como fazer picadinho de você e de mim.

Revirei os olhos não dando importância para o que ela dizia.

– Foda-se quem ele é Claire, as coisas não funcionam assim. Ninguém toca em mim á força!

– Desculpa aê, PURITANA! – mais uma vez ela caiu na gargalhada.

Claire era e sempre foi minha melhor amiga, nós costumávamos aprontar sempre, fazíamos de tudo para estar perto do perigo. Éramos com certeza as adolescentes mais problemáticas de Atlanta.

Pulamos os muros altos do convento onde estávamos internadas sem fazer barulho algum. O dia já estava clareando e não estávamos em nossos dormitórios, era por volta de seis da manhã e sabíamos que se fossemos pegas ali, aquele horário, com aquelas roupas que as freiras condenavam e diziam ser coisas do mundo, com certeza o castigo não seria agradável.

Éramos experientes em fugir do convento para curtir a noite em lugares perigosos. Frequentávamos boates, pegas e festas. Aonde tinha um grande fluxo de pessoas e muita zoeira nós estávamos presentes, o grande problema era que esses lugares eram sempre frequentados pela grande bandidagem de Atlanta, mas ao invés disso ser um empecilho para nós, era um grande estímulo tanto para mim quanto para ela. Claire uma grande ligação e o famoso imã para confusão, as encrencas sempre nos rondavam, o tipo de adrenalina perfeita sendo jogado em nosso sangue nos impulsionando a fazer coisas loucas. Mas uma coisa que nos assombrava era ser pegas por alguém do convento, todo cuidado era pouco, mas sabíamos que tais vacilos poderiam nos levar a expulsão.

Há mais de sete anos, eu me encontrava trancafiada neste convento. Não saia daqui nem em época de festas, não fazia visitas a minha família e as que recebia também não eram frequentes. Mamãe era a única pessoa externa ao convento que costumava me visitar, mas isso não acontecia sempre, muitas vezes ela não podia estar presente e querendo ou não tinha que entender. Fui internada quando tinha apenas nove anos de idade, passei por grandes turbulências e depois de muitos anos aguentado os surtos e os temperamentos repentinos que a droga causava em minha mãe, ela resolveu me internar. Me manter longe era o único jeito para me proteger dela mesma.

Sempre ouvi dizer que meu pai abandonou minha mãe quando descobriu que ela estava grávida, desde então fui como um carma na vida dela. O fato de ser sozinha e mãe na adolescência era um fardo pesado para ela. Dizem que o vício afeta as pessoas mais frágeis e observando a as circunstâncias que cercaram minha mãe, concordo com essa tese. Presenciei coisas fortes demais para ser entendida pela mente de uma criança, muitas vezes cheguei a ouvir que eu havia acabado com a vida dela, que eu era o grande problema das coisas darem errado, talvez fosse verdade. Se eu não existisse as coisas seriam mais fáceis para ela, mas não tinha como voltar atrás, eu estava ali, era a filha dela, mas minha mãe nunca entenderia que o que eu mais precisava era do amor e do carinho dela.

Os momentos de lucidez foram se tornando raros, cada vez eu ficava mais indefesa e vulnerável a minha própria mãe. Era doloroso, não tinha maturidade e nem capacidade para salvá-la, eu era só uma criança. Um dia como outro qualquer fui obrigada a arrumar minhas coisas, chorei, pedi para que ela não me deixasse, não queria ser abandonada, tinha medo de me sentir mais sozinha que o normal, mas tudo isso foi em vão. Naquele dia mamãe estava decidida a me internar e não pensou duas vezes quando soltou de minha mão dando total permissão para que as freiras terminassem de me educar.

– Cassidy? – bateram na porta e eu pulei me assustando com as batidas.

Mais um pouco seria pega no flagra. Respirei fundo e olhei no relógio, ainda não estava no horário da nossa refeição e, não tinha nenhuma justificativa plausível para a irmã Charllote estar em meu quarto tão cedo.

– Pode entrar. – gritei entrando no banheiro para terminar de ajeitar o uniforme em meu corpo.

Escondi as roupas que estava vestindo dentro do armário do banheiro. Se ficasse demorando muito tempo ali dentro ela suspeitaria de algo, quando voltasse das atividades curriculares daria um jeito nas roupas.

Saí do banheiro um pouco desconfiada, com medo de a instituição ter descoberto alguma coisa sobre a noite passada. Ela estava sentada na ponta de minha cama, vestindo aquela típico traje preto, com um olhar totalmente desconfiado e ao mesmo tempo temeroso.

– Tudo bem? – irmã Charllote perguntou sendo simpática. Sorri sem graça e balancei a cabeça assentindo. – A Madre que falar com você.

– Comigo? – dei dois passos para trás quase caindo sentada no chão.

Agora sim, eu tinha mais do que certeza de que eles haviam descoberto algo, meu sexto sentido não costumava falhar. Claire e eu seriámos expulsas, estávamos ferradas a Madre não perdoaria, o castigo seria grande. Minhas mãos começaram a suar antes mesmo de tentar me explicar sobre nossas travessuras, sempre fui a mais bundona. Claire gostava de desafiar, mas eu sempre preferi ficar na minha.

– Vamos Cassidy, se arrume de pressa a Madre não tem o dia todo. – ela deu uns tapinhas em minhas costas, mas eu ainda estava sem reação.

– É… Me dê um minuto só para eu terminar de me arrumar.

– Vaidade é pecado menina.

– Não é vaidade irmã. – engoli seco. – Só tenho que fazer a trança. – ela sorriu assentindo.

Coloquei meus sapatos, arrumei e fiz uma trança de lado em meus cabelos a deixando caída no ombro. Aproveitei o tempo em que a irmã estava distraída e passei um pouco de pó compacto no rosto para disfarçar as olheiras que estavam surgindo. Ela me acompanhou até a sala da Madre, enrolei o quanto pude, fui andando em passo curto tentando pensar em qual desculpa dar para fazê-las acreditar que eu estava arrependida e que iria me redimir. Claire não estava na sala de espera, tremi mais ainda só de pensar que ela estava sozinha na sala com a Madre tomando toda a bronca sozinha, só podiam estar a minha espera para dar nossa sentença. Tinha certeza que dessa vez iriamos ser expulsas, não era a primeira vez que suspeitavam de nossas fugas, mas acredito que desta vez eles tinham provas concretas contra nós duas.

Bati de leve na porta e sem hesitar entrei.

– Com licença Madre! – a primeira coisa que notei foi a falta de Claire.

Aquela vaca tinha me traído, não conseguia acreditar que ela tinha colocado a culpa toda em mim para se safar. Se ela tivesse feito isso eu tinha uma amiga muito desgraçada. Deixei a porta encostada e se surgisse uma fuga inusitada não me importaria em arriscar.

– Bom dia, Cassidy. – ela disse feliz a me ver.

Eu pensava em diversas coisas, aquele sorriso poderia ser de “Te peguei menina!” ou “Qual jeito você prefere morrer, fujona?”. Minha cabeça estava um turbilhão, minhas mãos tremiam.

– Bom dia. Irmã Charllote disse que senhora mandou me chamar, é verdade? – meu tom de voz era como o de um anjo, sabia que estava encrencada.

– Mandei, sente-se aqui Cassidy. – ela apontou uma cadeira em frente sua mesa, dei um sorriso amarelo e me sentei contra vontade.

– Não querem chamar a Claire também? – perguntei sugestiva.

– Não será necessário. – ela sorriu, prosseguindo com o assunto. – Querida, tenho um assunto um pouco chato para tratar com você.

Me tirava do sério toda essa enrolação. Preferia que ela fosse mais direta, que as coisas fossem dita de uma vez assim diminuiria cinquenta por cento do meu sofrimento. Me mexi desconfortável na cadeira e ela percebeu que eu não estava paciente.

Estremeci um pouco. – Pode falar Madre!

– Primeiro de tudo quero dizer que você não está sozinha. – para mim aquele papo já estava ficando estranho, a voz dela estava dócil demais para quem estava prestes a me expulsar. – Você não está sozinha e o que precisar estaremos aqui.

– Tudo bem, mas Madre já está ficando estranho este assunto. Eu sei que eu errei pode falar. – já não conseguia mais entender onde ela queria chegar com toda aquela enrolação.

– Tudo bem, vamos sem enrolação… – ela respirou fundo. – Querida. – sua voz era serena e completamente tranquilizadora. – Sua mãe… Sua mãe faleceu ontem à noite. – ouvir aquilo foi um choque.

Meu corpo ficou estático, parecia uma pedra sentada na sala, nem uma reação, nem uma lágrima. Era como se o meu corpo não capitasse o que ela havia dito, como se eu tivesse tomado um choque de realidade e ficasse totalmente em transi.

– Calma, não precisa se desesperar meu bem. – ela se levantou vindo até mim.

Fugi brutamente de seus braços. Sabia muito bem que ela e a maioria das pessoas naquele convento me odiavam, tudo o que eu fazia os incomodavam. O abraço dela não me faria bem, nada me faria bem. Eu só queria gritar o mais alto que eu conseguisse para exalar a dor presa em meu peito, a dor de entender a palavra “morte” e se ver perdida no meio do nada, sem ninguém. As emoções que de inicio desapareceram em instantes se afloraram, tudo foi involuntário, sentia diversas coisas ao mesmo tempo. Acabei explodindo, sendo uma louca descontrolada.

– CALMA? – gritei a fazendo arregalar os olhos. – A senhora quer que eu tenha calma? A única pessoa que eu tinha no mundo foi embora e, a senhora está me pedindo calma? – as lágrimas surgiram rolando em meu rosto impiedosamente.

– Não, não Cassidy. Você não está sozinha! – ela tentou reverter à situação, mas eu estava irreversível e descontrolada de tanto chorar.

– Eu estou sozinha! – disse com os meus soluços. – Aliás, eu sempre estive, só que agora é bem pior. Porque eu sei que ela não está mais aqui. – dizia as palavras com ódio, não queria acreditar que aquilo era verdade, doía demais.

– Nós conseguimos localizar uma tia sua, ela está vindo te buscar. Você vai poder passar um tempo com ela para se recuperar dessa dor querida. – aquela era a noticia que eu sempre sonhei em escutar, mas naquele momento não conseguia ficar contente. – Aproveite as férias com sua família, eles serão os únicos que entenderam sua dor.

– È para ficar feliz Madre? – perguntei sendo irônica.

Sequei as lágrimas que ainda insistiam em cair com certo ódio. Estava mal e triste, mesmo ela sendo quem foi não deixava de ser minha mãe. Agora eu realmente não tinha ninguém, ela tinha partido de vez.

– Cassidy, não se torture por causa das rasteiras que a vida lhe dá. Deus está com você e ele vai curar isso e te dar forças para levantar! – ela acariciou meu rosto em um gesto carinhoso, secando minhas lágrimas. Falar de Deus nessas horas? Minha vida era uma merda e ela dizia isso, eu queria mesmo era que todo o mundo fosse pra puta que pariu, já estava cassada de sofrer. – Agora arrume suas coisas, sua tia Pattie está vindo lhe buscar.

Esse era o nome dela, Pattie? Minha mãe nunca havia me falado dela, nunca falava de parentes ou algo assim. Aquela vadia viciada me privou de tudo, até do direito de ter uma vida normal e, agora ela morre me deixando sozinha? Mas ela sempre foi uma mãe de merda mesmo, não sabia quem essa tal de Pattie era e nem me lembrava de ter conhecido ela antes. Arrumei minhas coisas, que nem eram tantas coisas assim. O difícil foi me despedir da Claire, pela primeira vez em muitos anos ficaríamos alguns dias separadas.

Fui para a sala da Madre e todos já estavam a minha espera.

– Está é nossa menina. – a madre me puxou para perto dela colocando o braço em volta do meu pescoço.

Aquela pose de velhinha carinhosa não combinava muito bem quando lembrava os castigos que recebia. Ela estava sendo falsa, a única exceção para ela estar agindo daquela forma era porque ela estava sentindo pena, por minha ter partido. Meu rosto ainda estava inchado, sorria sem ânimo, não que eu quisesse afastar aquela tal de Pattie, mas não conseguia me sentir feliz diante de tudo o que havia acontecido.

– Oi sou Pattie Mallete. – ela estendeu a mão para um cumprimento.

Completamente elegante e um de estatura baixa a moça dos olhos azuis me encarava simpaticamente, com um sorriso nos lábios.

– Sou Cassidy! – disse em um sussurro bem fraco

– Está preparada para ir embora? Acho que você vai gostar de ficar um tempo comigo. – dei um sorriso pouco feliz.

– Cassidy se precisar me ligue. – não que a Madre estivesse preocupada comigo, aquelas palavras serviam mais para minha nova tia do que para mim.

– Pode deixar Madre. – murmurei.

Tinha apenas nove anos desde a primeira vez que cruzei a porta daquele convento e com 16 estou indo embora. Teve que acontecer uma tragédia para me tirarem daquele lugar.

Pattie era agradável e muito dócil, me fez rir várias vezes durante o caminho. Por um tempo em que estávamos juntas conseguir esquecer o real motivo da minha tristeza. O carro era muito confortável, um carro luxuoso. Mesmo não entendendo muito de marca, dava para notar a sofisticação do carro. Minhas surpresas não pararam por ai, quando Pattie estacionou o carro no jardim pensei estar vivendo um sonho. Aquilo não era uma casa e, sim uma mansão era possível se perder dentro daquele palácio. Muitos homens cercavam o a casa fazendo uma movimentação diferente.

– Quem são eles? – apontei para um dos homens parado próximo a nós enquanto ela descia do carro.

– Seguranças do Justin!

– Justin?

– Meu filho. – ela sorriu

– Você tem quantos filhos? – perguntei curiosa.

– Só o Justin mesmo, ele é meu bebezão de vinte aninhos.

– E porque precisa de tanto seguranças? – estávamos tirando as malas do carro e eu importunando com minha curiosidade.

– O trabalho exige proteção. – ela disse sem dar mais assuntos.

– Ei você! – ela chamou um dos homens que se aproximou. – Leve as malas dela pro quarto que eu pedi para prepararem. – o homem pegou minhas malas e mais que de pressa fez o que Pattie havia mandado.

– Quer conhecer a casa ou prefere tomar um banho primeiro?

– Vamos ver a casa, depois tomo banho. – ela assentiu me conduzindo a entrada da casa.

Entramos direto na sala. Uma sala magnifica, dava uns quatro quarto meu do convento, não conseguia parar de pensar no tamanho da imensidão daquela casa. Pattie tinha um ótimo gosto e a mobília era tão bonita quanto o jardim. Demoramos meia hora para conhecer parte da casa, as partes importantes segundo Pattie. Eu iria me perder, não lembrava mais nem onde a entrada. Quando chegamos a certo ponto da casa, Pattie pediu para sermos rápidas. Aquela parte da casa pertencia ao filho dela e ela não queria que ele nos vice ali. Não notei nada de mais, era apenas um escritório e do lado uma sala vazia com as paredes espelhadas.

– Aqui é o escritório. – ela apontou na direção. – Mas este é só de uso do Justin, o de uso da casa é lá dentro. – dei um sorriso e ela continuou. – Essa sala tenho certeza que você nunca vai precisar. – ela riu e fechou a porta. – Então não preciso nem dizer para que serve e aqui… – ela trombou em um garoto, perdendo a voz.

Não conseguiria descrever o quanto ele era lindo. Era uma coisa absurda a forma que fiquei quando instintivamente nossos olhares se cruzaram, foi em apenas um olhar que fiquei irreconhecível. Os olhos misteriosos dele me chamaram a atenção, senti as coisas mais estranha e loucas ao encarar aqueles olhos castanhos. Era desejo, fogo, excitação, senti a garganta queimar. Nunca na minha vida havia sentindo aquilo ao ver um garoto, era o jeito fiquei tão entregue como naquele momento. Ele me pirou facilmente, apenas com o olhar fiquei fora do meu estado normal. Mas quando o analisei melhor eu o conhecia de algum lugar, mais uns segundos o analisando e me lembrei de onde conhecia aquela fisionomia Ele era igual ao filho da puta que tentou me agarrar à força na boate ontem à noite, o boné estava na frente do rosto fazendo sombra, com a aba baixa e me confundia um pouco, mas era muito igual.

– Filho? – Pattie disse um pouco assustada, pois ele tinha surgido do nada.

– Mãe caralho! Olha pra onde anda. – ele disse mudando o foco do olhar notando que Pattie estava ali.

Só podia ser o carinha da boate, a estupides no modo de falar com as pessoas eram idênticas.

– Pensei que você não estivesse em casa.

– Houve um imprevisto. – ele rodou o boné pra trás me dando a visão completa de o seu rosto.

Vi o ódio brotar em sua face, ele também havia me reconhecido. Filho da puta, era ele mesmo. Nos encarávamos com ódio, desgraçado!.

– O que essa vadia está fazendo aqui na minha casa? – ele gritou furioso fazendo Pattie se assustar.

Ela gaguejou um pouco, não entendendo nada, parecia que ela tinha medo dele.

– È… È a Filha… Daquela minha amiga a Beatrice. Lembra-se de que falei dela? Qual o problema com ela Justin?

Senti meu estômago revirar, fiquei com medo dele contar onde eu estava e o que aconteceu ontem à noite. Não fazia ideia de como Pattie reagiria ao saber de tudo.

– O problema? Olha o que essa vagabunda fez no meu olho. – ele disse ríspido, aproximando o olho perto da mãe mostrando que estava todo vermelho e irritado por causa da vodka que eu joguei nele. Mas espera ai, vagabunda? Desde quando ele tinha essa intimidade para falar comigo daquele jeito?

– OU! – gritei ofendida. – Você nem me conhece, fala direito comigo! – levantei e a pontei o dedo no rosto dele.

– Abaixa o dedo se não você vai perder ele. – disse como um rosnado.

– GENTE! – Pattie gritou e entrou no meio incrédula. – Parem com isso! Justin meu filho, esta è a Cassidy. Acho que você está confundindo ela com outra pessoa.

– NÃO MÂE! – ele gritou. – Eu sei muito bem quem é essa Vadia e, eu não a quero aqui! – ele sai nervoso chutando tudo que tinha pela frente, perdi o controle literalmente. Senti meu rosto pegando fogo, minha vontade era de voar no pescoço daquele merda.

– Desculpa Caissy, mas é que o Jus…

– Não Pattie! Não precisa se desculpar. Eu que não fico aqui mais nem um minuto!

Sai correndo, não sabia onde era a saída, mas não me importei. Rodei um tempo naquele jardim gigante, mas tudo bem eu achava. Não iria deixar um filho da puta como ele me humilhar e nem fala comigo daquele jeito, eu não tinha pedido nada pra ele, eu me virava sozinha, mas ali no mesmo lugar que ele eu não ficaria.

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Letícia Ricci
Letícia, 16 anos. Belieber desde 2009.
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